domingo, 2 de junho de 2013

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Poema - Jim beam, Love-me



Jim beam, Love-me


Sinto sua falta em cada partícula de oxigênio que respiro.
Sufoca-me a saudade de ti, na mesma proporção que me afogo nas lembranças dos teus beijos...
Poderia ser doce o nosso poema, se ao final de todos os versos, eu não sentisse o fel escorrer goela a baixo.
Rasgo-me inteiro ao me lembrar do seu cheiro e como em um rosário, entrelaço-me á cada pedacinho seu.
Junto os fragmentos das minhas lembranças e armo-me como se elas fossem pedras do bodoque que me defenderá nas guerrilhas do terreiro.
Morro por um tiro inesperado!
Por sua insistência em não mais querer brincar,
Morro só...
E só as lembranças velaram minha morte.
Uma dose a mais de ti é o que peço...
Meu corpo viciado pelo seu, reluta em se entregar a outro qualquer...
Somente o teu corpo calará os gritos dos meus...
Nada silenciará este desejo que me queima a alma.
Meu vicio e minha cura, tem seu nome assinalado.
Tens meu mundo inteiro resumido em ti...
Flutuo neste espaço infinito de tristeza,
Mergulho-me em mais um copo de ti,
Que escorra gota a gota, o que tens pra mim.
Bebo-lhe ao sabor da saudade...
Ao sabor do desejo...
Que me consome inteiro...

Dersan Magalhães

terça-feira, 14 de maio de 2013

sábado, 4 de maio de 2013

Amor & Companhia LTDA


Amor & Companhia LTDA







O agora me cala...

Nada posso contra o que me deparo!

Meus olhos marejados já se tornam opacos diante de teu brilho...

Não sou vitima nem agressor...

Sou apenas eu a mirar-te entre as nuvens que nunca alcançarei.

Mergulhei no profundo e na imensidão dos meus desejos...

Dediquei-me a teus desejos...

Saciei-os e Perdi-me por completo.

O som do fechar da porta ecoa em meus ouvidos como ferro frio a roças a minha carne.

Agora sou apena mais um homem perdido.

Talvez eternamente só como tantos outros...

A perambular pela vida, a procura de um sexo frio e maçante...

A noite se apresenta como um banquete de delicias...

Aluguel de amor tem aos montes nas esquinas.

Replicas falsas de tudo que procurei em ti...

Finco pé em minha saudade e renego qualquer forma de amor falso.

Talvez até aquele que tanto ansiei também o tenha sido.

Talvez...

Não sei...



Dersan Magalhães

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Marisa Monte - Bem Que Se Quis (E Po' Che Fa')

Bem que se quis
Depois de tudo
Ainda ser feliz
Mas já não há
Caminhos prá voltar
E o quê, que a vida fez
Da nossa vida?

terça-feira, 5 de março de 2013

poema- Um pobre mortal



Um pobre mortal



Amasso-te o corpo, para tirar-lhe o sumo do desejo...
E para beber o mel que dele brota, como fonte de doçura,
Apenas meus lábios me bastam.
Ai de mim se não possuísse este corpo...
Ai de mim se não tivesse me perdido nestas curvas,
Ai de mim...
Pobre mortal, que há tempos morria de desejos...
Que me fechava em segredos...
Que se trancava em medos por não merecer tamanha graça.
Ai de mim...
Um pobre, a sucumbir diante de tanta riqueza...
Um escravo, uma lasca de homem...
Um pedaço a procura de ser inteiro.
Um quase nada perdido no tempo...
Ai de mim agora!
Depois de ter provado deste céu inteiro, nada mais me resta...
Nem uma brisa de mim resta agora...
Depois de ter mergulhado nesta noite negra...
Só me resta a lembrança 

Dersan Magalhães
05 de março 2013

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Entristece-me



Entristece-me

Entristece-me ao medir a distância que existe entre nós...
Entristece-me olhar pra traz e ver o quanto eu caminhei sem direção...
Andar e vagar sem destino me parece sempre à mesma coisa agora.
Todos procurando um porto seguro que nunca existe de fato, uma miragem a beira do abismo...
A miragem preparada pra nos enganar, nos fazer cair.
A queda nos faz perceber que não existe fundo, não existe fim...
É só a velocidade que se altera, hora lenta, hora rápida de mais, mas é sempre queda.
Vejo a rua que já não passo...
As flores que não colhi...
Os beijos que não te dei...
A vida não vivida, tudo é queda assistida.
Tudo passa tão rápido diante dos meus olhos já marejados...
Tudo passa...
Só o gosto amargo da perda é que insiste em permanecer na boca.
Talvez dentro do fim, exista um começo...Talvez...
Talvez seja só mais uma miragem...
Talvez eu não esteja em queda...
Talvez seja as tuas mãos a me segurar, que me impeçam da queda...
Talvez...
Talvez...
Quem sabe só o talvez seja real...
Será real viver do talvez?
Quem sabe?

Dersan Magalhães