sábado, 29 de março de 2014

poema-011 Ditados contraditórios...

Ditados contrários...

Todo silêncio é perda
Meia palavra nunca é o bastante
Pra cada regra mil exceções
Para um copo cheio, uma garganta sedenta.
Não existe mel que adoce uma alma amarga
Um coração sem amor é um pote vazio.
Para quem sempre viveu no mar uma ilha é um continente.
Tudo é névoa, tudo é escuridão,
uma prisão sem muros sufocando a alma.
Uma condenação sem direito a recurso de última instância
que só me permite olhar as grades
e lembrar da liberdade que gozei um dia.
É saudoso o meu penar...
É uma pena ter me restado apenas a saudade como companheira
e você além do horizonte.
Uma pena...


Dersan Magalhães

Nenhum comentário: